A maquilhagem social é o serviço mais pedido no estúdio e o mais mal compreendido. Muita gente chega a pedir «uma coisa simples» e sai a perceber que simples não quer dizer pouco: quer dizer bem decidido. É essa a regra do meu trabalho como maquilhadora no Porto, seja para um batizado, um jantar ou uma sessão fotográfica.
Maquilhagem social no Porto: para que ocasiões
Chamo maquilhagem social a tudo o que não é noiva: a festa de finalistas, o batizado do sobrinho, o jantar de aniversário, a gala da empresa, a sessão de fotografias de família, o retrato para o LinkedIn. O que muda entre estas ocasiões não é a quantidade de produto. É a luz em que vai estar, a hora a que a festa acaba e a distância a que as pessoas a vão ver.
Uma maquilhagem para um jantar à luz de velas e uma maquilhagem para um palco de finalistas são duas construções diferentes. Na primeira, o que interessa é a pele e o brilho certo nos pontos certos; na segunda, o olhar tem de se ler a dez metros. Pergunto sempre a ocasião antes de abrir a mala, e é por isso que o resultado parece sempre «natural», mesmo quando tem muita técnica por baixo.
Visagismo, sem misticismo
Visagismo é ler um rosto antes de lhe tocar. Onde estão os pontos de luz naturais, como a testa se relaciona com o queixo, para que lado o olho cai, onde a sombra já existe sem eu a desenhar. Foi a especialização que mais mudou o meu trabalho: porque deixei de aplicar um look e comecei a desenhar um.
Na prática significa que o mesmo esfumado castanho não fica igual em duas pessoas. Numa levanta o olhar; noutra fecha-o. A técnica é a mesma; a decisão de onde a pôr é que muda tudo.
O tom de pele certo, e porque tanta gente o erra
O erro mais frequente que corrijo não é de cor: é de subtom. Uma base pode ter o tom certo e o subtom errado, e o resultado é aquela sensação de máscara que se vê ao vivo mas ninguém sabe explicar.
Testo sempre na linha do maxilar, com a luz do sítio onde vai estar, e não no pulso. E adapto ao longo do ano: a mesma pessoa não usa a mesma base em janeiro e em agosto.
Olhos que se veem de longe
Um eyeliner desenhado para a pálpebra de outra pessoa é um eyeliner desperdiçado. Se a sua pálpebra tem prega descaída, uma linha fina desaparece ao abrir o olho; a linha tem de ser desenhada com o olho aberto, não fechado.
O mesmo vale para o esfumado: escolho os tons pela cor da sua íris, não pela cor do vestido. Um castanho quente faz um olho verde saltar de uma forma que um cinzento nunca vai fazer, por muito que combine com a roupa.
Maquilhagem para fotografia, sessões e editoriais
Fotografia é outro registo. A câmara achata o relevo do rosto, come contraste e mostra textura que os olhos perdoam. Uma maquilhagem que está perfeita ao vivo pode ler-se apagada em estúdio.
Por isso, quando o trabalho é para fotografia, pergunto sempre três coisas antes: que tipo de luz, que enquadramento, e qual é o objetivo da imagem. Um retrato de perfil profissional e um editorial de moda pedem construções opostas: no primeiro a maquilhagem tem de desaparecer, no segundo tem de ser vista.
Se trabalha com um fotógrafo, digo-lhe com prazer o que preciso de saber e falo diretamente com ele. Comecei a maquilhar no estúdio da minha irmã, que é fotógrafa. A conversa entre maquilhagem e câmara é onde me sinto em casa.
Como decorre uma maquilhagem no estúdio
Reserve entre sessenta e setenta e cinco minutos. Venha com a pele limpa e hidratada, sem maquilhagem, e, se puder, com a roupa que vai usar, ou pelo menos uma fotografia dela.
Começamos por falar: a ocasião, a hora a que acaba, se vai haver fotografias com flash. Depois olho para o rosto sem nada, com a luz do estúdio, e decido onde a pele precisa de cobertura e onde não precisa. A pele vem a seguir, com tempo para cada produto assentar, e só então os olhos, as sobrancelhas e os lábios, em camadas finas, cada uma fixada antes da seguinte. No fim vemos o resultado ao espelho e ajusto o que for preciso.
Traga referências. Insisto nisto porque as palavras enganam: «natural» quer dizer coisas completamente diferentes para duas pessoas, e uma imagem resolve em cinco segundos uma discussão de dez minutos. Se a dúvida é entre algo mais leve ou mais marcado, escrevi sobre o que muda numa maquilhagem de dia ou de noite.
Se tiver pele sensível, alergias, ou se fez recentemente algum tratamento de estética (peeling, laser, preenchimento), diga-me antes de marcar, não no dia. Há coisas que exigem esperar.
Quanto tempo dura
Uma maquilhagem social bem construída aguenta um dia inteiro e uma noite. A duração não vem do produto que se usa no fim: vem da preparação que se faz no início e da forma como as camadas são fixadas umas sobre as outras.
Dito isto, há variáveis que não controlo: calor, pele muito oleosa, uma festa ao ar livre em agosto. Quando sei o contexto, adapto a construção (mais matificação numa zona, menos noutra), e explico-lhe que retoque levar na mala. Normalmente é um só produto, não uma mala inteira.
Finalistas, grupos e famílias
Baile de finalistas, batizado, comunhão, aniversário de família: são ocasiões em que raramente há uma pessoa só. Se forem várias, diga-me o número logo no início. Muda a hora a que começo e às vezes o sítio onde faz mais sentido trabalhar.
Em grupos ordeno o trabalho pela hora a que cada pessoa precisa de estar pronta, não pela ordem de chegada. Parece um detalhe e é o que evita que a última fique com pressa. Para grupos grandes trabalho com a minha equipa de quatro pessoas: numa manhã chegamos a 20 a 25 pessoas, e se houver penteados esse número muda.
No estúdio, em Vila Nova de Gaia, ou ao domicílio
O estúdio fica na Travessa Conde Silva Monteiro, em Vila Nova de Gaia, do lado sul do rio, com estacionamento perto. Funciona de terça a sábado, das 08:00 às 19:00, e é onde faço a maior parte das maquilhagens sociais: tenho a luz que conheço, todos os produtos à mão e tempo para fazer as coisas bem.
Quando faz mais sentido, vou ter consigo: a casa, ao hotel ou ao local do evento, no Porto e em todo o Grande Porto. Explico como funciona, e o que muda na hora de início, na página sobre maquilhagem ao domicílio no Porto. Também me desloco ao resto de Portugal e ao estrangeiro, desde que combinemos com antecedência. Atendo em português e em inglês.
Perguntas frequentes
O que inclui a maquilhagem social?
Uma conversa curta sobre a ocasião, a análise do seu rosto com a luz do estúdio, a preparação da pele e a maquilhagem completa, com o retoque indicado para levar consigo. Se quiser também penteado, diga-me ao marcar: tratamos das duas coisas, mas muda a hora a que começamos.
Quanto tempo demora uma maquilhagem no estúdio?
Entre sessenta e setenta e cinco minutos para uma pessoa. Em grupo, cada pessoa demora menos, porque a preparação é partilhada, mas a hora de início é calculada a partir da hora a que a primeira tem de estar pronta.
Quanto tempo dura a maquilhagem?
Um dia inteiro e uma noite, quando a pele é preparada e as camadas são fixadas uma a uma. Com muito calor ou pele muito oleosa, adapto a construção e digo-lhe que único produto levar para retocar.
Fazem maquilhagem ao domicílio no Porto?
Sim. Vou a casa, ao hotel ou ao local do evento, no Porto, em Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia e no resto do Grande Porto. Fora desta zona, a deslocação entra no orçamento conforme a distância e a hora.
Devo vir sem maquilhagem?
Sim, com a pele limpa e hidratada. Se puder, traga a roupa que vai usar ou uma fotografia dela, e duas ou três referências do que gosta e do que não gosta.
Maquilham grupos, finalistas ou famílias?
Sim. Diga-me quantas pessoas são e a que horas cada uma precisa de estar pronta. Para grupos grandes trabalho com a minha equipa: numa manhã chegamos a 20 a 25 pessoas.
Quanto custa uma maquilhagem social no Porto?
Depende de ser no estúdio ou ao domicílio, da hora, do número de pessoas e de incluir ou não penteado. Diga-me a ocasião, a data e a hora a que tem de estar pronta, e envio-lhe o valor por escrito, normalmente no próprio dia.
Uma fotografia não perdoa uma base mal escolhida. A câmara vê a pele antes de ver a maquilhagem, e é por isso que começo sempre pela pele.
Larissa Wendler, maquilhadora e visagista no Porto
Referências
- Regulamento (CE), n.º 1223/2009: regime europeu dos produtos cosméticos: composição, rotulagem e avaliação de segurança de tudo o que se aplica na pele.
- INFARMED: autoridade nacional competente para produtos cosméticos em Portugal.


